Dia descolorido

Já pensou em um dia sem cor, sem graça, sem cheiro de manhã e sem o canto dos pássaros misturado ao barulho dos carros?

Um dia parado e que mais parece uma noite, onde só é noite nos seus olhos e coração!

Tem sentimentos que invadem um coração e mudam o percurso do que antes era certo e real, deixando tudo descolorido e vazio por não compreender alguns porquês e não saber mais o que fazer para mudar uma situação que é insustentável e imensurável, está dentro de você, no âmago, não é palpável e é difícil para dividir com alguém,  e esse último é o que mais dói.

Algumas dores da alma ao serem divididas ficam menos doloridas, demora mas cicatrizam, porém quando engolidas ou choradas a sós doem cada vez mais, deixando uma ferida aberta e exposta, da qual simplesmente não há remédio que cure nem lágrimas que aliviam a dor!

Olhar pra dentro de si e enxergar sua própria podridão não é o suficiente, não saber como mudar os pensamentos, os sentimentos, a raiva, é desesperador,  é a perca completa do domínio próprio!

Depois de se ver em um espelho interno, enxergar tudo de mau que há dentro de você e perceber que não há remédio ou solução palpável para tal amargura, a morte talvez seja um bom fim para tudo isso, e  até para aqueles a quem andas fazendo este mau, inclusive você mesmo!

Contudo a morte já existe, na alma, nas palavras e nas atitudes que marcam sua vida cotidiana e te deixam uma pessoa bem distante da qual queria ser, a mesma pessoa que decidiu mudar e fazer uma nova história,  se repete em cada momento de tensão e estresse, wm casa, no ttabalho, em toda a parte, mostrando que definitivamente não é o querer que comanda uma vida, mas a essência de uma vida inteira ou o poder de Deus, porque no seu caso só mesmo um milagre!

Com pesar, Flá.

 

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Eu não queria

Eu não queria escrever hoje, porque ontem estava tão feliz

Eu não queria, eu não queria sentir o que sinto hoje, porque ontem havia confiança em mim.

O que sobrou é um vazio, não choro, não rio, não consigo expressar, está preso na garganta e no meu olhar sombrio e apático de quem grita em silêncio com arrependimento de seguir meus instintos.

Juro que eu não queria o coração fechar e não mais amar… Queria escrever com amor e alegria uma data especial daqui há alguns dias mas que agora se tornou sombria, duvidosa e dolorosa demais para ser comemorada.

A morte é um abismo sem fim, ainda mais quando se está em vida!

 

Mateus 7.13, 14

Muitas vezes, mas muitas mesmo, me pego pensando que posso estar caminhando para o lado errado das escrituras. Fico procurando versos na palavra de Deus que me respondam claramente se estou ou não observando corretamente as escrituras.

Observo os fundamentalistas, com seus fundamentos tão relevantes e firmados na palavra,  mas lhes falta o básico: AMOR, como se evangelho, amor e respeito ao próximo não pudessem andar juntos. Observo os liberais com fundamentos (a meu ver), cheio de  lacunas e baseados em historicidade não sendo nada tão certo, relativizando tudo e crendo pouco no sobrenatural. Observo também aqueles que estão em cima do muro e buscam viver um evangelho que consiga conciliar a palavra com um viver no mundo de maneira diferente do “mundo”, em busca da paz de espírito envolvendo-se pouco demais com qualquer coisa que os remeta ao evangelho,parecendo-me viver uma vida com pouca atitude de fato. Fora àqueles que largaram de fato a fé pois, as decepções os mataram por dentro!

Estive orando muito durante um bom tempo e custei entender que meu olhar deve estar somente e unicamente em Cristo, então iniciei um processo de compreensão da vida de Cristo, o processo é lento e demorado, talvez eu morra antes de terminá-lo, porém tem me aberto os olhos para tantas questões do meu coração, ainda que muitas estejam com ponto de interrogação.

Como o mestre foi perfeito em todos as suas colocações!!! Jesus viveu com os fundamentalistas, com os liberais e com aqueles que acreditavam viver um evangelho verdadeiro mas seu coração não era de Cristo, como foi o caso do jovem rico.

Cristo não era fundamentalista, apesar de viver nas tradições do seu povo e  respeitar aquilo que era essencial na vida dos judeus da época, ele escandalizou os mestres da lei, por se parecer muitas vezes com um liberal que bebia e comia em festas, falava com prostitutas e pregava o amor acima de qualquer cultura da época, por isso falou tantas vezes com pessoas que jamais um fundamentalista da época falaria.

Jesus não foi um liberal, apesar de levar o amor como peça fundamental para um viver em Deus de verdade pois amando à Deus e ao próximo a lei já estaria se concretizando em nosso dia a dia, Cristo deixa bem claro a importância de se viver uma vida de busca contínua por santidade por sermos um povo corrompido pelo pecado, nunca confiar em nossa própria justiça ou julgamentos, tendo como base primordial, a palavra de Deus que por ele foi estudada durante toda a sua infância assim como qualquer outro menino judeu da época, ele demonstrou a importância da cultura de um povo, mas a maior importância de se viver a verdade da palavra naquela cultura.

Cristo não ficou em cima do muro diante de seus opositores, muito menos negligenciou sua fé somente para ter paz ou ser querido por todos ao seu redor, muito pelo contrário, Ele desde o início teve uma vida difícil, passou por lutas e por provas onde teve que provar que era estudioso da palavra, em outros momentos, demonstrar que não era somente um estudioso mas que havia entendido o sentido da palavra de Deus e em vários outros momentos apenas viveu a palavra que estudara. Ele se esvaziou para nos encher e nos salvar e nunca desistiu do propósito para que veio, apesar das inúmeras acusações e julgamentos que sofreu com os mestres da lei.

Lendo essa passagem tão importante de Mateus 7, percebo plenamente que Deus nos quer diante dEle limpos (apesar de sujos), entendidos (apesar de não compreender tão bem), e dispostos a fazer tudo com amor (apesar de não sabermos o que é o amor). Compreendo que isso não é tão fácil, porque é árduo o trabalho de um Cristão, não porque temos muitos cargos na igreja ou muitos compromissos eclesiásticos, mas porque à cada dia que passa a luta por ser quem Cristo foi (pois devemos imitá-lo), é trabalhosa, é cansativa.

Lutar em busca de justiça aos injustiçados, dar comida aos famintos, vestir os nus, visitar os encarcerados, doar-se, esvaziar-se do próprio querer e colocar o próximo em primazia dos próprios interesses é muito difícil. É uma busca constante e diária de rejeitar o que eu quero e abraçar o que Deus tem para mim. (Isso evita muita depressão).

Compreendi que porta estreita e que caminho apertado NÃO são minhas atitudes diante do próximo, mas sim diante do meu querer, diante das minhas vontades  que na maioria da vezes não serão boas, não serão perfeitas, não serão aquelas que Cristo quer, mas quando me esvazio das minhas vontades, deixo de entrar na porta larga e no caminho amplo, e passo à caminhar para um lugar difícil e conflituoso, porém que me levará à vida plena.

Encontraremos de fato o Cristo, a liberdade e a paz, quando encontrarmos a porta e o caminho estreitos onde não só a nossa vida, mas também nosso caráter é transformado.

Beijos

Flá

Até quando?

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Foto:Andres Martines Casares/Reuters

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…”amar ao próximo da mesma maneira como você se ama”…

Sempre observei as tragédias do mundo com  uma angústia muito forte em meu coração e sentimento de impotência, já chorei e me entristeci pelo ódio, vingança e guerras que a humanidade vem sofrendo e que se alastra cada dia mais.

Compreendo tão pouco o sentido real das palavras fome, pavor e medo que talvez todo meu sentimento se resuma em pura e simplesmente pena, pois continuo impotente e de mãos atadas diante das desgraças que minha raça causa um ao outro.

Continuo na minha vidinha que às vezes é tão humilde, outras vezes é pura ostentação de alimentos e desperdício do pouco que tenho pura e simplesmente por estar plenamente satisfeita, enquanto isso alguns da minha raça passam fome, e não que eu acredite que o meu não desperdício aliviaria a fome deles, mas a minha consciência de alguma maneira me cobra – O que eu, poderia então, fazer para aliviar a dor desses meus irmãos??

Se nós que dizemos ser separados, ter ministérios e missões (como eu), fizéssemos um pouco em prol do próximo, o resultado seria avassalador, o amor transbordaria e com certeza uma grande parte da humanidade deixaria de viver em sofrimento extremo, miséria e medo constante, pois a união faria o amor brotar.

Utopia? Talvez, mas continuarei me cobrando e buscando de alguma maneira cumprir o que meu “coração” me manda fazer…

Deus nos levante, para viver uma vida que não se resuma apenas em consumo, trabalho e morte, mas que nós em coletividade, cooperação e doação de vida, cumpramos o segundo maior mandamento, pois o viver é lucro e o morrer é Cristo.

#oHaitiExiste

Flá.