Mães morrem …

Recebi um email de vídeo com esse belo poema… resolvi descrevê-lo aqui já que parece mais que foi escrito por mim, acabei adpatando e modificando algumas coisas que nem valem a pena ser citadas, mas infelizmente não sei o autor.

Dentro do meu baú está as mais belas e lindas recordações de mamãe, porém ainda há um pó terrível que encomoda e faz doer minha alma.

Beijos tristes da Flá.

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Mães morrem quando querem,

“Eu tinha sete anos quando matei minha mãe pela primeira vez.

Eu não a queria mais junto a mim, quando chegasse à escola em meu primeiro dia de aula .. me achava tão forte pra enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer.

Poucas semanas depois descobri aliviada que ela ainda estava lá, para me defender não somente quando aquelas garotas me ameaçavam , mas também nas dificuldades intransponíveis da tabuada e das lições de português que com sua mera quarta série me dava um banho de inteligência e amor.

Quando fiz 14 anos eu a matei novamente, pois não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis.

Mas logo na primeira vez que me pegou fumando eu felizmente a redescobri viva, quando ela não só me acolheu, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.

Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividade em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese.

Ledo engano:

Quando me descobri confusa, sobre qual rumo seguir, voltei à casa materna, único espasso possível de guarida e compreensão

Aos 25 anos me dei conta de que a morte materna era possível, porém requeria muita lentidão… Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem.

Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho mãe, se transformara numa espécime ainda mais vigorosa chamado avó.

Apesar de tudo, continuei acreditando na tese de que a morte seria bem demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que em  intervalos regulares, ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos.

Papéis que somente ela poderia protagonizar…

Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu:

Quando menos esperava, ela decidiu morrer

Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida, minha tese da morte demorada ruiu.

Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães não são para sempre.

Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etério terreno da saudade…

                                                                                   Autor desconhecido

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Não sei se a vida é curta ou longa demais pra nós mas descobri do modo mais doloroso que devemos amar e perdoar as pessoas, enquanto elas estão por aqui…

Por isso temos que amá-las sempre, já que não sabemos quando ela vai querer partir…

O vazio que fica, NUNCA conseguiremos preencher…

Para quem ainda a tem ao seu lado, ame-a, ainda que ela te machuque de alguma maneira aprenda a perdoá-la e ame-a

Não espere ela partir para lhe dar AMOR

Um dia você vai descobrir, assim como eu (Flávia), que talvez a pessoa que mais lhe amou na vida, foi ela…

E para quem já não a tem mais

Feche os olhos e faça uma oração.

Agradeça a Deus pela vida que teve ao lado dela.

Ficou algo pendente?

Alguma culpa?

Conte tudo, tudo a Deus, e peça que Ele te perdoe.

Salmo 101,3 – “Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades.”

Guarde tuas lembranças nos mais precioso dos baús, o coração…

Onde ela estiver, Deus lhe dará o recado…

Em geral, as mães, mais que amar os filhos, amam-se nos filhos.” (Friedrich Nietzsche)

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Meu coração está dilacerado … estou simplesmente perplexa com esse poema… nossa queria voltar atras e como queria…

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