Mateus 7.13, 14

Muitas vezes, mas muitas mesmo, me pego pensando que posso estar caminhando para o lado errado das escrituras. Fico procurando versos na palavra de Deus que me respondam claramente se estou ou não observando corretamente as escrituras.

Observo os fundamentalistas, com seus fundamentos tão relevantes e firmados na palavra,  mas lhes falta o básico: AMOR, como se evangelho, amor e respeito ao próximo não pudessem andar juntos. Observo os liberais com fundamentos (a meu ver), cheio de  lacunas e baseados em historicidade não sendo nada tão certo, relativizando tudo e crendo pouco no sobrenatural. Observo também aqueles que estão em cima do muro e buscam viver um evangelho que consiga conciliar a palavra com um viver no mundo de maneira diferente do “mundo”, em busca da paz de espírito envolvendo-se pouco demais com qualquer coisa que os remeta ao evangelho,parecendo-me viver uma vida com pouca atitude de fato. Fora àqueles que largaram de fato a fé pois, as decepções os mataram por dentro!

Estive orando muito durante um bom tempo e custei entender que meu olhar deve estar somente e unicamente em Cristo, então iniciei um processo de compreensão da vida de Cristo, o processo é lento e demorado, talvez eu morra antes de terminá-lo, porém tem me aberto os olhos para tantas questões do meu coração, ainda que muitas estejam com ponto de interrogação.

Como o mestre foi perfeito em todos as suas colocações!!! Jesus viveu com os fundamentalistas, com os liberais e com aqueles que acreditavam viver um evangelho verdadeiro mas seu coração não era de Cristo, como foi o caso do jovem rico.

Cristo não era fundamentalista, apesar de viver nas tradições do seu povo e  respeitar aquilo que era essencial na vida dos judeus da época, ele escandalizou os mestres da lei, por se parecer muitas vezes com um liberal que bebia e comia em festas, falava com prostitutas e pregava o amor acima de qualquer cultura da época, por isso falou tantas vezes com pessoas que jamais um fundamentalista da época falaria.

Jesus não foi um liberal, apesar de levar o amor como peça fundamental para um viver em Deus de verdade pois amando à Deus e ao próximo a lei já estaria se concretizando em nosso dia a dia, Cristo deixa bem claro a importância de se viver uma vida de busca contínua por santidade por sermos um povo corrompido pelo pecado, nunca confiar em nossa própria justiça ou julgamentos, tendo como base primordial, a palavra de Deus que por ele foi estudada durante toda a sua infância assim como qualquer outro menino judeu da época, ele demonstrou a importância da cultura de um povo, mas a maior importância de se viver a verdade da palavra naquela cultura.

Cristo não ficou em cima do muro diante de seus opositores, muito menos negligenciou sua fé somente para ter paz ou ser querido por todos ao seu redor, muito pelo contrário, Ele desde o início teve uma vida difícil, passou por lutas e por provas onde teve que provar que era estudioso da palavra, em outros momentos, demonstrar que não era somente um estudioso mas que havia entendido o sentido da palavra de Deus e em vários outros momentos apenas viveu a palavra que estudara. Ele se esvaziou para nos encher e nos salvar e nunca desistiu do propósito para que veio, apesar das inúmeras acusações e julgamentos que sofreu com os mestres da lei.

Lendo essa passagem tão importante de Mateus 7, percebo plenamente que Deus nos quer diante dEle limpos (apesar de sujos), entendidos (apesar de não compreender tão bem), e dispostos a fazer tudo com amor (apesar de não sabermos o que é o amor). Compreendo que isso não é tão fácil, porque é árduo o trabalho de um Cristão, não porque temos muitos cargos na igreja ou muitos compromissos eclesiásticos, mas porque à cada dia que passa a luta por ser quem Cristo foi (pois devemos imitá-lo), é trabalhosa, é cansativa.

Lutar em busca de justiça aos injustiçados, dar comida aos famintos, vestir os nus, visitar os encarcerados, doar-se, esvaziar-se do próprio querer e colocar o próximo em primazia dos próprios interesses é muito difícil. É uma busca constante e diária de rejeitar o que eu quero e abraçar o que Deus tem para mim. (Isso evita muita depressão).

Compreendi que porta estreita e que caminho apertado NÃO são minhas atitudes diante do próximo, mas sim diante do meu querer, diante das minhas vontades  que na maioria da vezes não serão boas, não serão perfeitas, não serão aquelas que Cristo quer, mas quando me esvazio das minhas vontades, deixo de entrar na porta larga e no caminho amplo, e passo à caminhar para um lugar difícil e conflituoso, porém que me levará à vida plena.

Encontraremos de fato o Cristo, a liberdade e a paz, quando encontrarmos a porta e o caminho estreitos onde não só a nossa vida, mas também nosso caráter é transformado.

Beijos

Flá

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